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"Cores, espaços, iluminação, formas, móveis e texturas são coisas que me chamam a atenção desde a infância. Minhas brincadeiras preferidas sempre reuniam esses elementos e, mais tarde, quando descobri que existia uma profissão que fazia o mesmo, não tive dúvidas: eu seria uma arquiteta. Assim, na época de entrar para a faculdade, optei pelo curso de arquitetura e urbanismo, em Ribeirão Preto. Adorava o que fazia e, nas férias, tentava esboçar meus primeiros trabalhos no escritório de engenharia de um primo, em Tanabi. Nessa mesma época, também fiz estágio com profissionais de Ribeirão Preto.

No final do curso meu trabalho de graduação teve como tema A Cor na Arquitetura. Lembro-me que montei um  pequeno espaço no qual fiz diversas experiências com as misturas de cores, pois ainda não existia essa variedade de nuances feitas em máquinas. Sem dúvida, foi uma pesquisa importante para que, posteriormente, eu pudesse trabalhar as cores com confiança e obter resultados gratificantes.

Após a formatura, tudo aconteceu muito rápido. Casei, vim morar em Rio Preto e prestei concurso para a Prefeitura. Eram três vagas e consegui uma delas. Tive meu primeiro filho e, quando este estava com oito meses, assumi meu cargo de arquiteta na Secretaria de Obras. Adquiri experiência, fiz diversos contatos e aprendi um pouco de tudo. Fiz desde simples levantamentos até projetos de praças, escolas, postos de saúde, creches, ginásios, etc. Foi um período no qual aprendi sobre leis de zoneamento, plano diretor e licitações. Me dediquei verdadeiramente e tentei fazer um trabalho que realmente pudesse contribuir com a cidade. O esforço foi recompensado com o reconhecimento do meu trabalho.

Em 1996, pedi uma licença de dois anos da Prefeitura e abri meu escritório, já com alguns clientes conquistados. Inicialmente, fiz muitos projetos de clínicas de diferentes especialidades. Foi neste período que recebi o convite para fazer o Hospital de Base, de Rio Preto. A princípio, desenvolvi projetos para pequenos setores, até que recebi a proposta de fazer o prédio frontal, de oito andares. Aceitei o desafio, abracei a causa e me doei por completo. Vivi uma década dedicada a este trabalho com afinco, pesquisando, participando, ouvindo, conhecendo, recebendo ajuda de profissionais da área de arquitetura hospitalar, médicos e funcionários dos mais variados setores. Com o trabalho finalizado, foi para mim uma separação muito triste, distanciar desta tão importante conquista. Este trabalho adicionou muita experiência na minha vida pessoal e profissional e mais uma vez, vejo que novas perspectivas se abriram, novos clientes foram conquistados e com isso acreditando cada vez mais que o projeto inesquecível é cada projeto em especial.

Em 2004, com o apoio do meu marido, transferi meu escritório para perto de minha residência, o que facilitou muito meu dia a dia de mãe, esposa e profissional. Sou perfeccionista por natureza e me cobro sempre para fazer o melhor, em todos os setores da minha vida. Sou exigente e acompanho a equipe do escritório com rigor. Ao mesmo tempo, tenho grande admiração por todos. Sei que não se conquista nada sozinha e os  profissionais que trabalham comigo são competentes, responsáveis, éticos, conscientes, participativos, amigos e extremamente comprometidos.

O escritório executa o projeto completo, desde a arquitetura, passando pelo acabamento e finalizando com o design de interiores.

Não me considero uma profissional presa a um único estilo. Tudo ao meu redor influencia em meu trabalho. Uma viagem, um filme, um cenário, um restaurante, pessoas que chegam ao nosso escritório com novas ideias, livros, revistas, mostras de decoração...

Tenho minhas preferências particulares, que são os volumes, as composições retas, os grandes vãos e jardins integrados. No entanto, para mim, um arquiteto que gosta do que faz não se limita e desenvolve qualquer tipo de projeto. Se este for prático, confortável e bem dimensionado, será atemporal. Um projeto precisa atender às necessidades, expectativas do cliente e acima de tudo, precisa ter a cara do dono. Penso que ser uma boa ouvinte esteja entre as coisas mais importantes para entender os desejos dos clientes. O segredo é ouvir e interpretar, para propor e, então, realizar o sonho de morar das pessoas.

Construí meu nome com muito trabalho e persistência. Acredito na existência de um ser superior, que guia meus passos e peço sempre antes de assumir um trabalho que este seja positivo para ambos. Nada vem por acaso. Abri meu caminho aos poucos, com dedicação, abdicação, sacrifícios e doação. Não abro mão de estar com a minha família, praticar exercícios físicos e de me reunir com os amigos. Mantenho viva minhas raízes, prezo minha privacidade e acredito que mais do que conquistar, é preciso manter a conquista. Tenho muito respeito pelos profissionais que executam nossos projetos e sou muito grata às pessoas que, direta ou indiretamente, participaram e participam de toda essa minha jornada. "

Claudia Togni

17 3229.1200 | Av. Benedito Rodrigues Lisboa, 2390 | S. J. Rio Preto | SP | claudia.togni@terra.com.br